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Professor do IFMA lança livro na Bahia

O livro tem o título: “O Trem Partiu!”
  • por Assessoria de Comunicação
  • publicado 08/11/2016 16h12
  • última modificação 08/11/2016 16h15

O professor do Instituto Federal do Maranhão Campus Codó Aloísio Santos da Cunha lançou no último dia 01 de novembro, durante evento da Associação Nacional de História (ANPUH ) realizado nas dependências da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, o livro “O Trem Partiu!”.

divulgacao_ifmaO trabalho tem como foco analisar a implantação, operação e desativação da linha da Grota, estrada de ferro de propriedade da União que se localizava no Centro-Norte da Bahia e que fazia a ligação entre as duas principais estradas de ferro que cortavam o território baiano, a do São Francisco e a Central da Bahia e que, depois do primeiro Plano Nacional de Viação (1934) seria importante trecho do tronco Norte-Sul, que deveria ligar São Luís, no Maranhão, a então capital do país, o Rio de Janeiro. “As ferrovias já representaram o ápice da modernidade no Brasil e no mundo, contudo, em nosso país, seu tempo parece ter passado. Entre muitas idas e vindas, ausência de planejamento, ingerências políticas, descaso, falta de recursos, dentre outros problemas, o sistema ferroviário brasileiro foi, desde meados da década de 1940, relegado a um segundo plano de onde nem as medidas tomadas nas duas últimas décadas o fizeram sair. Intentando resgatar parte da história dos caminhos de ferro no Brasil ao tempo em que estimula a reflexão sobre nosso atual panorama e sua enorme dependência do setor rodoviário”, resume o professor.

Os trabalhos da linha foram iniciados em 1912, sendo o tráfego de seus primeiros quilômetros aberto em 1917. Sobreviveu até 1976 quando, em meio às políticas de supressão de trechos antieconômicos executadas no período da ditadura militar, foi desativada. A pesquisa priorizou as relações econômicas, políticas e sociais tanto na região atendida pelos trilhos quanto na Bahia e no Brasil como um todo, pois a estrada de ferro foi analisada juntamente com o desenvolvimento das ações para os transportes executadas por governos e particulares. Por esta razão, a ferrovia é estudada em conjunto com as rodovias, pois a locomotiva, além dos vagões, rebocava ideais de progresso, modernização e desenvolvimento econômico, que para as elites estaduais e regionais num primeiro momento e, a partir dos anos 50, para o governo federal, só poderiam ser atingidos através da modernização dos meios de transporte. “Melancolicamente, as expectativas foram frustradas, não se promovendo o desenvolvimento local, afinal somente a ferrovia não pode fazer isso, nem a ligação de norte ao sul do país pelo seu interior foi concluída. Por conta disso, o pneu de borracha substituiu a roda de aço, o derivado de petróleo, o carvão e a buzina do automóvel, o apito da locomotiva. O trem partiu”, comenta o professor Aloísio

Mais informações podem ser feitas através de contato o autor (aloisio.cunha@ifma.edu.br / metalangobr@gmail.com) ou diretamente no site da editora.

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